UX - Processos e disciplinas que auxiliam sua equipe

UX – Processos e disciplinas que auxiliam sua equipe

No processo de conceber uma interface nem sempre temos tempo, budget ou coragem para cumprir com todas as etapas necessárias. Este é o cenário de milhares de empresas pelo Brasil, resultando na internet caótica, atrasada e não-acessível que temos no país. Para mudar essa realidade é necessário mergulhar no mundo de UX. Vejamos alguns pontos que nos ajudam neste desafio.

Arquitetura da informação (AI)

Você pode ter o melhor conteúdo do mundo, mas se ele não estiver organizado e numa boa disposição não vai comunicar bem, vai ser chato ler, e entender. Arquitetura da informação é a arte de organizar o conteúdo da melhor forma, fazendo com que o usuário saiba exatamente onde está, e qual é o seu próximo passo! AI é importantíssima no processo de criação, justamente por definir a disposição dos elementos e conteúdo.

Usabilidade

É um dos pilares de UX. O melhor valor a entregar ao cliente é a funcionalidade. Se nossa interface cumpre com o propósito de sua criação, é um sinal de que estamos no caminho certo. Fácil entendimento e boa interação diminui a curva de aprendizado tornando a experiência natural!

Design visual

O nome está bem sugestivo. Aqui nós colocamos nos mesmo pacote: conceito de design, cores, background, tipografia, espaçamentos, imagens, ilustrações, vídeos e por aí vai. Na web, sem um visual atual e bonito, você não ganha credibilidade nem confiança. Isso já está dentro do ser humano, nada que é feio chama nossa atenção. Existem muitos conceitos de design e muitas possibilidades, porém, existem duas coisas que eu sempre penso sobre Design: Precisa ser algo de fácil compreensão e que imite objetos da vida real, assim como faz o material design (em todos seu visual e em suas interações). Aproximar o usuário do mundo real, mesmo imerso em um produto digital.

Design de interface

Pode ser entendido como todos os controles e ferramentas que estarão disponíveis para que o usuário utilize e interaja com seu site ou app. Buttons, inputs, setas, menus, etc. A “UI” (como é conhecida) quando bem aplicada/definida/desenhada, tem o papel até de ajudar na fluidez e entendimento da navegação de sua aplicação.

Parte técnica

O design de interface é o momento em que a equipe de front-end precisa definir uma arquitetura de componentização e modularização dos códigos. É um bom momento para definir se usarão um framework (com uma gama de componentes já prontos para usar), ou criarão seus próprios padrões de componentes (consequentemente criando um framework próprio).

Design de Interação

Sem isso, navegar na web seria como ler um jornal de papel. O leitor não consegue ter uma experiência profunda com seu app ou site. Cliques, fadeIn, FadeOut, rolagens, swipes etc.., tudo isso faz parte da interação entre o homem e o computador, o famoso IHC(Interação humano-computador). É isso que torna a web viva!

Parte técnica

Nesse step existe uma infinidade de opções para promover a IHC na web. Libs, métodos nativos no js, animações em CSS3, frameworks etc. Porém, um ponto de atenção nesses casos é a performance (claro, vai depender do seu contexto/projeto), mas você pode estar “matando uma formiga com uma bazuca”. Existem features front-end que irão “atrasar” o desempenho de sua aplicação. Por outro lado, existem outras que são processadas pela GPU do device, o que ajuda muito na performance.

Acessibilidade

Tornar a experiência em sua aplicação acessível para todos infelizmente é raro hoje em dia, porém, um diferencial. Aproximadamente 25% dos brasileiros possuem algum tipo de necessidade especial, ou seja, existe uma grande fatia do mercado inexplorado no país. Além do fato de ser lei construir uma aplicação acessível.

Estruturas semanticamente corretas, textos alternativos, legendas, tipografia, etc.. tudo isso nos tornaria muito mais visíveis no mundo da acessibilidade. As diretrizes da W3C são bem extensas. No entanto, para iniciar uma aplicação minimamente acessível devemos considerar dois pontos:

1 – Utilizar um validador de acessibilidade. Esse já seria um ponto de partida, pois, identificando os problemas, já temos um norte para seguir. O Validador daSilva é um dos poucos que existem. Ele aponta os principais erros do seu site quanto a acessibilidade, organizando por prioridades;

2 – Avançar nas pesquisas sobre o assunto.

Encontrei um artigo muito interessante sobre o tema da equipe de UX research e accessibility do portal VivaReal, que aplicaram uma análise profunda sobre acessibilidade no portal. Para quem está animado e prefere uma leitura mais densa, deixo o link do WCAG – Web Content Accessibility Guidelines, disponibilizada pela W3C.

Conclusão

No caminho do desenvolvimento web encontramos diversos desafios para enfrentar, mas o mais importante – e muitas vezes deixado de lado – é a interação com o usuário. De que adianta construirmos aplicações úteis e com tecnologias modernas se as pessoas não entendem sua utilização e navegação? Precisamos incluir os usuários para que as aplicações sejam aproveitadas ao máximo. Se você quer entrar na onda do UX, esses steps são uma guideline que auxiliam a criar uma aplicação usável, escalável e acessível para todos.