O que fazer com o fim do boleto sem registro no B2B?

Com o intuito de trazer mais segurança e transparência para o mercado de pagamentos, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou um projeto que trouxe diversas mudanças para os meios de pagamentos, intitulado de Nova Plataforma de Cobranças. Dentre as mudanças anunciadas, está o fim do boleto sem registro.

Considerando que esse é o segundo meio de pagamento mais utilizado em lojas virtuais, o fim do boleto sem registro tem sido motivo para tirar o sono de muitos empreendedores brasileiros. E não é para menos, pois segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a E-commerce Brasil, aproximadamente 75% dos consumidores têm preferência em realizar seus pagamentos através de boletos bancários por conta das baixas taxas.

A polêmica do fim do boleto sem registro

A Febraban ressalta, ainda, que são emitidos em média 3,6 bilhões de boletos todos os anos em nosso país. Considerando essa realidade, muitos lojistas estão com a expectativa de que haverão sérios desafios a serem enfrentados com seu capital de giro, por causa dos custos de emissão do boleto registrado.

Desde que as mudanças foram anunciadas, houveram muitas especulações em torno do assunto nas redes sociais. As instituições bancárias têm interesse nas medidas porque poderão aumentar o nível de segurança e reduzir o número de fraudes em transações financeiras que envolvem boletos, enquanto os lojistas estão preocupados porque sabem que terão que pagar mais por cada boleto emitido para arcar com os custos que as mudanças implicarão em seus negócios.

Quais serão os impactos na sociedade?

Existem muitos rumores de que quem pagará por essas mudanças, no final das contas, é o próprio consumidor, já que o lojista acabará compensando seus custos com taxas do boleto registrado acrescentando-os no valor dos produtos, o que significará um aumento significativo nos preços das prateleiras.

Continue a leitura do artigo para conferir tudo o que você precisa saber sobre o boleto registrado e o que pode ser feito para contornar a situação, evitando que seu faturamento sofra quedas ou que você precise aumentar o preço dos produtos.

O que é boleto não registrado?

Boleto não registrado, ou sem registro, é o boleto que é emitido pelo lojista que tem uma conta a receber, sem ter que especificar um banco exclusivo para que receba por esse pagamento. Ou seja, esse modelo de boleto não precisa ter registro em nenhum sistema bancário. Além disso, não é necessário especificar dados como data de vencimento e valor.

Ainda que muito simples e carente de informações relevantes, é a opção mais utilizada, principalmente por e-commerces, representando atualmente cerca de 40% dos boletos emitidos todos os dias.

Por que os lojistas virtuais preferem essa modalidade?

Apesar dos riscos envolvidos em transações online, muitos empreendedores preferem o boleto sem registro por conta de características como:

  • apenas a taxa de quitação do boleto é cobrada, sendo paga à instituição bancária.
  • se o cliente não realizar o pagamento do boleto, nenhuma taxa será cobrada pelo serviço e a empresa não arca com o gasto;
  • caso seja necessário, os valores e prazos de pagamento do documento podem ser alterados, sem que a instituição bancária tenha que aprovar as alterações.

Como as mudanças podem ser encaradas pelo modelo de negócios B2B?

A Febraban afirma que os principais motivos para realizar as mudanças anunciadas foram o número de fraudes que o boleto sem registro sofre diariamente, e a quantidade de documentos vencidos por conta de usuários que os emitem e acabam não pagando, já que não há nenhuma consequência.

Mas quando se trata de um modelo de negócios B2B, em que os envolvidos são ambos empreendedores, será que as medidas não trarão ainda mais problemas, como um aumento exponencial sobre os serviços realizados ou produtos fornecidos?

Como contornar os custos do boleto registrado no B2B?

A princípio, o que pode ser feito para evitar que os custos subam e afetem toda a cadeia de produção, é o depósito em conta. Apesar de demandar mais trabalho para ambas as empresas envolvidas, a medida atende às necessidades e pode ser uma ótima forma de contornar os altos custos envolvidos na emissão do boleto registrado. 

E você? O que acha das mudanças anunciadas pela Febraban? Acredita que a segurança do boleto registrado compensa os custos que ele implicará aos comerciantes? Deixe um comentário compartilhando a sua opinião!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *