Como exibir preços no e-commerce B2B: um único preço ou preço calculado para cada venda?

A complexidade tributária brasileira, agravada pelas recentes mudanças no ICMS nas operações interestaduais, que soma-se à substituição tributária, confronta as empresas de e-commerce B2B com um grande dilema: exibir um único preço ou calculá-lo individualmente para cada operação?

Existem prós e contras para cada uma das situações, mas é preciso entender que nenhuma delas é simples para as empresas envolvidas no e-commerce a nível nacional. Exemplo disso é o que ocorreu com a Tech Data, grande empresa norte-americana distribuidora se produtos na área de tecnologia que operou por apenas cerca de dois anos no Brasil. Antes de encerrar suas operações, no final de 2011, a empresa já havia decidido limitar suas operações apenas ao estado onde estava instalada, justamente devido à complexidade tributária.

Preços únicos para todos

Uma das alternativas que se configura para os atacadistas que atuam no e-commerce B2B a nível nacional é apresentar um preço único, independentemente de onde esteja o comprador. Embora esse cenário represente uma maior simplicidade na operação, oferece um risco de incerteza em relação à lucratividade, se as margens não forem suficientemente altas.

É importante destacar que trabalhar com margens maiores não é solução para o risco de prejuízo decorrente do preço único. Afinal, uma margem muito alta, valendo para todos os estados, eleva o preço e reduz a competitividade, podendo gerar impacto negativo nos volumes de vendas.

Sem operações interestaduais

Como fez a Tech Data há alguns anos, uma alternativa é restringir as operações de e-commerce a um único estado. Porém, não podemos esquecer que isso restringiu de tal maneira as operações da multinacional que inviabilizou suas operações no país.

Essa restrição geográfica, portanto, não pode ser vista como uma alternativa viável para a problemática dos preços diferentes para estados diferentes decorrentes das regras tributárias. Caso não exista a possibilidade de apresentar preços diferenciados e a política do preço único não seja adequada, a restrição das operações interestaduais pode funcionar como medida temporária, até que seja adotada solução definitiva.

Preços diferenciados atualizados juntamente com o ERP

Uma das lógicas utilizadas por algumas empresas é o cadastramento de preços diferenciados a partir daquilo que é estabelecido para cada caso em seus sistemas ERP. Embora essa técnica seja extremamente eficiente em termos de adequação dos preços apresentados para cada caso, o gerenciamento é demasiado complexo, e requer uma adequação do sistema de e-commerce.

Outro problema decorrente dessa abordagem é a necessidade de atualizações constantes, conforme existam reajustes nos preços ou mudanças nas regras de tributação, que ocorrem com maior frequência do que se imagina. Percebe-se que, sem uma integração entre o ERP e o sistema de e-commerce, fica quase impossível a transposição dos preços calculadora pelo ERP para o sistema B2B.

Integração com ERP

A integração com o ERP se configura como a alternativa mais viável, garantindo resultados adequados para cada situação. Tecnicamente, essa solução pode envolver certa complexidade, por necessitar que o sistema de e-commerce esteja adaptado para atuar de forma conjunta com o ERP, e vice-versa.

Os resultados, entretanto, são adequados tanto no sentido de garantir que os preços sejam adequados para todos os casos, além de permitir que estejam sempre adequados aos custos e às regras tributárias em vigor.

 

Sua empresa está enfrentando dificuldades relacionadas à complexidade tributária no comércio eletrônico B2B? E como ela tem tratado essas dificuldades? Compartilhe suas experiências ou esclareça dúvidas sobre o assunto, deixando um comentário a seguir.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *