Dificuldade na formação de preço para distribuição com a substituição tributária

Com toda a complexidade gerada pela legislação tributária do país, qualquer erro nos cálculos dos impostos gerados em uma venda por atacado pode acontecer e colocar em risco o futuro do negócio na hora da prestação de contas com o governo. A formação dos impostos que somam ao preço B2B (Business To Business) torna-se um grande desafio enfrentado pela maioria dos empreendedores do segmento. Dessa forma, listamos algumas que podem ajudar você a entender melhor o processo. Acompanhe!

Cálculos de impostos como o ST exigem cuidados na formação de preço B2B

Um bom começo é aprofundar-se nos conhecimentos que englobam os cálculos de impostos e, principalmente, os que envolvem os tipos de negociações praticadas pelo seu negócio B2B.

1. Diferenciação da política tributária entre estados

A estratégia de formação de preços de produtos e serviços que atendam o mercado B2C (Business To Consumer), ou varejista, é bem mais simples que o mercado B2B. Nesse tipo de venda, o preço pode ser fixado para todo o país e as alíquotas de impostos cobrados podem ser destacadas de forma mais simplificada. Ao contrário, na comercialização com classificação B2B, a formação de preços e cálculos de impostos se torna um pouco mais complexa.

É preciso ter conhecimento, antecipadamente, da origem das mercadorias e o destino que terão. Ou seja, o vendedor terá que saber de qual estado e município a mercadoria sairá e para qual vai para se basear no NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) e realizar o cálculo de acordo com o código fiscal das regiões.

2. Tipos de vendas realizadas

O cenário de vendas B2B se caracteriza pela comercialização entre empresas, pessoa jurídica para pessoa jurídica. Essa forma de negociação exige mudanças na forma como se calcula impostos e se forma um preço de venda. Através do simulador de exemplo, você pode conferir como ficaria uma venda com a formação de preço B2B que inclua cálculos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) e ST (Substituição tributária).

Ainda nos tipos de vendas, antes de emitir uma NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), o profissional responsável deverá identificar se o produto vendido será destinado à industrialização, revenda ou consumo próprio, além de qual tipo de regime tributário se encaixa a empresa compradora: Lucro Simples, Real ou Presumido.

3. Outras despesas e impostos gerados por elas

Algumas despesas podem ser geradas após a concretização da venda B2B. Essas despesas acabam implicando em novas incidências de cobrança de impostos que leva o profissional responsável a realizar novos cálculos tributários. A necessidade de frete é um exemplo bastante prático e comum nesse tipo de ocorrência.

Quando uma empresa fecha um negócio e contrata uma transportadora para a entrega da mercadoria, o valor do frete cobrado gera novas obrigações de recolhimentos de tributos. Ele entra na base de cálculo e muda completamente o cenário atual. Seguros também costumam marcar presença com muita facilidade nas vendas B2B e seguem o mesmo efeito causado pelo frete.

Mas, não só pagamentos de tributos serão gerados pelas vendas. É bom ficar atento quando houver a oportunidade de aproveitar benefícios fiscais concedidos, seja pelo regime tributário em que a empresa se encaixa, seja pelo tipo de venda realizada, o empresário poderá ter a redução da base de cálculo.

Considerando a dificuldade na formação de preço para atacado com a substituição tributária, podemos dizer que essa é uma das maiores dores de cabeça vivenciadas pelos gestores do segmento B2B.

E você? Já sabe calcular o imposto na venda B2B? Deixe o seu comentário e compartilhe a sua experiência conosco!