Impostos no B2B: quem está tirando vantagem?

Impostos no B2B: quem está tirando vantagem?

Como entender os impostos no B2B se recentemente, no seminário “Correio Debate: Tributação e Desenvolvimento Econômico”, Jorge Rachid, secretário da Receita Federal, afirmou que o modelo tributário brasileiro é complexo e cria distorções. Ou seja, os próprios órgãos do governo sabem da existência deste universo paralelo que as empresas vivem e custeiam.

Uma curiosidade: você sabia que para cada 200 funcionários no Brasil 1 é da área contábil? Enquanto que nos Estados Unidos a proporção é de 1 para mil; e na Europa de 1 para 500? O Brasil conquistou uma posição num ranking que não é satisfatório. As empresas gastam em média 1958 horas e R$ 60 bilhões por ano para vencer a burocracia tributária brasileira.

E para as empresas B2B, além de enfrentarem a concorrência nacional e estrangeira, saber gerenciar todos os impostos no B2B, tem se tornado um desafio constante.

Como vencer a complexidade tributária brasileira?

Para vencer os desafios dos complexidade tributária brasileira, as empresas são por vezes obrigadas a contratar produtos e serviços que não interessam no seu dia a dia. Aumentando os custos operacionais e diminuindo, consequentemente, a capacidade competitiva.

Você sabia que a complexidade tributária foi um dos fatores que ajudou a afundar a Tech Data, que encerrou suas atividades no Brasil em 2012? E o motivo foi que os impostos complexos, o ambiente de legislação e regulamentação dificultaram o crescimento da organização no solo nacional.

E como os impostos no B2B estão impactando as empresas?

Entrando no mundo do B2B, deve-se lembrar que o e-commerce deve trabalhar com diferentes tabelas de preços. Que variam de acordo com o volume de compras, descontos diferenciados e principalmente pela tributação. Os impostos no B2B são diferenciados. De acordo com o produto vendido, o estado de origem e destino, o tipo de venda e cliente tudo pode mudar.

Por exemplo, no varejo (B2C) é possível vender um tênis por R$ 100,00 em todo Brasil. Porque a venda foi feita para o consumidor final, pessoa física, e os impostos incidentes sobre a venda não geram variações de preço. Porém, se a venda for realizada para outra empresa, pessoa jurídica, o mesmo tênis que é vendido de São Paulo para Minas Gerais pode custar R$ 115,00. Isso ocorre porque os impostos no B2B geram essa variação.

E se for vendido para outro estado, o valor será completamente diferente. Ou seja, a origem e o destino da mercadoria mudam o valor final do produto, além das condições fiscais de venda em si.

E quem sai ganhando nessa batalha diária?

Na vida do empreendedor brasileiro, quem sai ganhando essa ‘batalha’, são principalmente os softwares e empresas que deveriam auxiliar na gestão dos impostos no B2B. Mas não é o que acontece.

As empresas que trabalham com diversos NCM’s em seu catálogo são obrigadas a procurar sistemas de gestão que façam uma blindagem contra problemas fiscais e tributários. Se deparar com sistemas de gestão, criados na década de 80, com tecnologia ultrapassada, mas com as características fiscais brasileiras atualizadas não é raro.

Esta ineficiência brasileira, para a gestão da tributação e impostos no B2B, cria uma barreira de entrada e inovação em sistemas de gestão. A título de conhecimento, já existe um ecossistema a parte, coberto por empresas locais, que automatizam o pagamento de guias do governo brasileiro, devido a grande dificuldade em se gerenciar e controlar os tributos.

Para ilustrar a problemática, a Atma IT realiza implantações de e-commerce B2B no Brasil, América Latina e Estados Unidos. Nos clientes brasileiros, que tem em média 5.000 produtos em seus catálogos, demanda-se cerca de 6 meses a 1 ano para implantar um portal de vendas. Devidos às dificuldades de parametrizações entre a plataforma e o ERP do cliente. Sendo que 80% do tempo dedicado é focado em configurar com exatidão o sistema a política fiscal e tributária, com suas variações de impostos no B2B.

Em um cliente americano, atendido há 2 anos, o projeto demorou 3 meses para ser executado, devido a melhorias demandas, e atividades específicas do negócio, como proteção de preços, visualização individual de catálogo entre outros. Nada relacionado a área fiscal e tributária. Após o sistema no ar, o cliente lembrou-se que haviam esquecido de configurar os impostos. Em cerca de 5 minutos as configurações do VAT (Imposto Local Americano) foi feita. Resolvido!

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